Isabel dos Santos teria corrido para Lisboa na quinta-feira para uma visita instantânea.
25.01.2020, AnaNgolaInfos
A mulher mais rica da África, que roubou dinheiro dos angolanos, que também tem cidadania portuguesa, aparentemente está tentando salvar o que ainda pode ser salvo lá.
Wirtschaftskrimi um Afrikas reichste Frau geht weiter
VON AnaNgolaInfos
AKTUALISIERT AM 25.01.2020
- 22:20
Milliardärin Isabel dos Santos reist überstürzt nach Portugal, um zu retten, was noch zu retten ist. Die gegen sie erhobenen Vorwürfe seien „äußerst irreführend und unwahr“. Dort überschlagen sich die Ereignisse.
Zu einem Blitzbesuch eilte Isabel dos Santos am Donnerstag angeblich nach Lissabon. Die reichste Frau Afrikas, die auch die portugiesische Staatsangehörigkeit besitzt, versucht dort offenbar zu retten, was noch zu retten ist. Die gegen sie erhobenen Anschuldigungen seien „äußerst irreführend und unwahr“, teilte sie mit. Zur gleichen Zeit traf sich in Lissabon der angolanische Generalstaatsanwalt mit seinem portugiesischen Kollegen, um die weiteren Ermittlungen gegen die angolanische Milliardärin zu koordinieren. Die angolanische Justiz wirft der Tochter des jahrzehntelang herrschenden Präsidenten José Eduardo dos Santos vor, sich illegal bereichert zu haben und fordert von ihr 1,1 Milliarden Dollar zurück. Nun brachten die „Luanda Leaks“, Dokumente, die einem Journalistenkonsortium zugespielt wurden, neue Einzelheiten über ihr Geschäftsgebaren ans Tageslicht.
Nachdem der angolanische Generalstaatsanwalt am Mittwoch formell Ermittlungsverfahren wegen Geldwäsche und Veruntreuung gegen Isabel dos Santos und drei weitere Portugiesen eröffnet hatte, überstürzten die Ereignisse: Einer der Beschuldigten wurde in der Garage seines Wohnhauses in Lissabon tot aufgefunden. Erste Hinweise deuten auf einen Selbstmord hin, doch die Ermittler schließen angeblich auch einen Mord nicht aus. Der 45 Jahre alte Bankier war der Leiter des Privatkundengeschäfts der portugiesischen EuroBic-Bank, an der Isabela dos Santos, bisher über zwei Holdings 42,5 Prozent der Anteile hielt. Er hatte zudem bei dem Geldinstitut auch ihr Konto geführt: Laut Presseberichten waren von dort Ende 2017 etwa 52 Millionen Euro auf ein Offshore-Konto überwiesen worden – kurz zuvor hatte die Regierung des neuen angolanischen Präsidenten João Lourenço sie als Chefin der staatlichen angolanischen Ölgesellschaft Sonangol abgesetzt.
Europaabgeordnete: „Blind“ gegenüber dos Santos gewesen
Nun könnte von ihren portugiesischen Beteiligungen wenig übrig bleiben. Der EuroBic-Vorstandsvorsitzende, der einstige portugiesische Finanzminister Teixeira dos Santos, kündigte schon die Trennung von der bisherigen Hauptaktionärin an. Danach trat Isabela dos Santos auch bei zwei weiteren Unternehmen, an denen sie beteiligt ist, den Rückzug an. Zunächst zogen sich drei Portugiesen aus dem Verwaltungsrat des portugiesischen Telekommunikationsunternehmens NOS zurück, die als Vertraute von Isabel dos Santos gelten und die sie selbst ernannt hatte: Gegen Paula Oliveira und Mário Leite da Silva ermitteln die angolanischen Justizbehörden. Auch ihr Anwalt Jorge Brito Pereira zog sich aus dem Gremium zurück.
Am Freitag kündigte die angolanische Geschäftsfrau dann an, ihre Mehrheitsbeteiligung am größten portugiesischen Elektrounternehmen „Efacec Power Solutions“ aufzugeben. Mário Leite da Silva trat als Vorsitzender des Verwaltungsrats zurück. Indirekt ist sie auch am Energieversorger Galp beteiligt.
In Portugal hat die Marktaufsichtsbehörde CMVM bei NOS und Galp mit eigenen Ermittlungen begonnen. Die frühere portugiesische Europaabgeordnete Ana Gomes hatte schon seit längerer Zeit vergeblich darauf gedrängt. Sie warf der Zentralbank und der CMVM vor, gegenüber Isabela dos Santos „blind“ gewesen zu sein und sich eher wie Komplizen verhalten zu haben. Vor wenigen Tagen scheiterten die Anwälte der Geschäftsfrau vor Gericht, als sie der Politikerin untersagen wollten, gegenüber ihrer Klientin den Vorwurf der „Geldwäsche“ zu wiederholen.
Pastores da Universal em Angola rompem com Edir Macedo e pedem expulsão de bispos brasileiros
AnaNgolaInfos, 30 Novembro de 2019
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Image copyrightDIVULGAÇÃO/IURD
Image captionIgreja Universal do Reino de Deus iniciou suas operações em Angola em 1992 e tem mais de 230 templos no país
Em um movimento sem precedentes, pastores angolanos da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) anunciaram uma ruptura com o fundador, bispo Edir Macedo, e com o restante da liderança brasileira da igreja, acusando-a de desviar recursos para o exterior, discriminar funcionários locais e de promover a esterilização de sacerdotes africanos.
Em comunicado divulgado pela imprensa angolana na última quinta-feira (28/11), os religiosos — que dizem ter o apoio de 330 pastores e bispos angolanos da Universal — exigem que líderes brasileiros da instituição deixem "o território nacional dentro dos prazos estabelecidos pelas autoridades migratórias" para que a igreja passe a ser "liderada exclusivamente por angolanos".
O cisma — que põe em xeque a sobrevivência da Iurd em um de seus principais palcos no exterior — ocorre poucas semanas após a Universal ser ameaçada de expulsão em outro país africano, São Tomé e Príncipe, onde também era acusada de privilegiar pastores brasileiros e forçar pastores locais a realizar vasectomias.
Em nota, a Universal diz que não houve ruptura em Angola e que a igreja é vítima de uma "rede de mentiras arquitetada por ex-pastores desvinculados da instituição por desvio moral, e de condutas até criminosas com o único objetivo de terem sua ganância saciada".
'Nepotismo, racismo e amiguismo'
A Universal iniciou em 1992 suas operações em Angola, ex-colônia portuguesa no oeste africano com cerca de 30 milhões de habitantes. Desde então, abriu mais de 230 templos no país. A igreja diz ter como fiéis 2,7% da população angolana.
Na quinta-feira, houve tumulto quando os pastores revoltosos tentaram entrar no principal templo da Universal na capital angolana, Luanda, para ler o manifesto contra os líderes brasileiros. Policiais e seguranças impediram o acesso do grupo.
Em reportagem transmitida pela Televisão Pública de Angola (TPA), principal emissora do país, um dos pastores barrados, que não teve o nome divulgado, acusou os líderes da Universal de praticar "nepotismo, racismo e 'amiguismo'", privilegiando religiosos brasileiros e dificultando a ascensão de angolanos.
O manifesto dos pastores diz que, embora a subsidiária da Iurd em Angola seja uma "instituição religiosa de direito angolano", registrada no Ministério da Justiça e regida pelas leis locais, brasileiros exercem forte controle sobre a igreja no país.
Esse domínio, segundo o texto, "é visível em todos os quadrantes da igreja, desde os púlpitos à área administrativa, que tem se traduzido em atos discriminatórios, onde na maior parte das vezes o principal critério para se atribuir certas responsabilidades eclesiásticas e/ou administrativas é a nacionalidade brasileira".
O manifesto diz que, há alguns anos, líderes brasileiros da Universal começaram a tomar atitudes reprovadas por bispos e pastores angolanos, "tais como a evasão de divisas para exterior".
Segundo os religiosos, sob orientação de Macedo, os gestores da Universal no país africano decidiram "vender mais da metade do patrimônio da Igreja Universal do Reino de Deus em Angola, sem prévia consulta aos bispos, pastores, obreiros e membros angolanos".
"O referido patrimônio inclui residências e terrenos que foram adquiridos e/ou construídos com os dízimos, ofertas e doações dos bispos, pastores, obreiros e membros de Angola", segue o comunicado.
Image copyrightREPRODUÇÃO/TPA
Image captionHouve tumulto em frente a um templo da Universal em Angola quando pastores tentaram entrar para ler um manifesto contra líderes brasileiros
Os pastores afirmam ainda que, nos últimos 12 meses, "a anterior e atual liderança brasileira, por orientação do Bispo Edir Macedo, tem forçado os pastores solteiros e casados a submeterem-se a um procedimento cirúrgico de 'esterilização', tecnicamente conhecido como vasectomia".
O grupo diz que a prática constitui "clara violação dos direitos humanos, da lei e da Constituição da República de Angola", além de ser estranha "aos costumes da nossa realidade africana e angolana".
Procurada pela BBC News Brasil, a Igreja Universal enviou uma nota na qual diz que a subsidiária em Angola segue atrelada à matriz. "Continuamos unidos, bispos, pastores, obreiros, evangelistas e jovens, com o firme propósito de levar o Reino de Deus e expandir o evangelho aos quatro cantos do mundo", diz o comunicado.
A nota diz que "a Igreja Universal em Angola continua mais forte do que nunca" e atribui o movimento revoltoso a "ex-pastores desvinculados da instituição por desvio moral, e de condutas até criminosas com o único objetivo de terem sua ganância saciada". A igreja afirma que sempre se pautou pela "moralidade, respeito às autoridades constituídas e à legislação vigente" em Angola.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil não se pronunciou sobre a ameaça de expulsão de religiosos brasileiros no país africano.
Revolta em São Tomé e Príncipe
No início de novembro, a BBC News Brasil publicou uma reportagem sobre um levante popular que provocou a depredação de vários templos da Universal e a morte de um adolescente em São Tomé e Príncipe, um dos 23 países africanos onde a denominação brasileira está presente.
A crise teve início após o pastor são-tomense da Universal Iudumilo Veloso ser preso na Costa do Marfim, onde trabalhava havia 14 anos para a igreja. Ele era acusado de divulgar em redes sociais mensagens que denunciariam supostos abusos da Universal contra funcionários africanos.
A detenção do pastor gerou uma revolta em São Tomé e Príncipe — muitos são-tomenses avaliaram que a Universal havia arquitetado a prisão do pastor para evitar a divulgação de práticas discriminatórias da igreja no país.
Já a Iurd disse que havia apenas denunciado a autoridades marfinenses mensagens que continham "mentiras absurdas e calúnias" sobre a Universal, mas que coube à polícia local identificar e prender o autor.
Em meio à turbulência, políticos são-tomenses cogitaram expulsar a Iurd do país. A ameaça ficou em suspenso após a soltura de Veloso, obtida após uma ofensiva diplomática que mobilizou o Itamaraty e membros da bancada evangélica no Congresso brasileiro, entre os quais o deputado federal (e bispo da Iurd) Márcio Marinho (Republicanos-BA).
Procurado pela BBC News Brasil nesta sexta-feira, Marinho não se pronunciou sobre os acontecimentos recentes envolvendo a Universal em Angola.
Entre as acusações atribuídas ao pastor Iudumilo Veloso estava a de que a Universal impedia clérigos africanos de se casar ou os obrigava a fazer vasectomia para que não tivessem filhos — assim, poderiam se dedicar integralmente à igreja.
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Image captionRepressão policial a revolta contra a Universal em São Tomé e Príncipe causou a morte de um adolescente
Na ocasião, a Universal disse à BBC News Brasil que a acusação era "facilmente desmentida pelo fato de que muitos bispos e pastores da Universal, em todos os níveis de hierarquia da igreja, têm filhos".
"O que a Universal estimula é o planejamento familiar, debatido de forma responsável por cada casal", disse a igreja.
No Brasil, a Justiça já condenou a Universal a indenizar pastores submetidos a vasectomias. Em agosto, em um dos últimos casos julgados, a juíza Glaucia Alves Gomes, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), condenou a Iurd a pagar R$ 200 mil a um pastor que trabalhou por seis anos na entidade e realizou vasectomia no período.
Em nota sobre o julgamento, a assessoria tribunal disse que "duas testemunhas indicadas pelo trabalhador e uma pela Igreja Universal comprovaram ser comum o incentivo à prática de vasectomia pelos pastores". "Segundo uma delas, a recusa em realizar o procedimento pode reduzir a possibilidade de promoção ou acarretar a transferência para um local indesejado", afirma a nota.
'Dia do Fim'
A crise atual é o segundo grande revés que a Iurd enfrenta em Angola em menos de uma década.
Em 2013, o governo angolano suspendeu as atividades da Universal por 60 dias após 16 pessoas morrerem pisoteadas em um culto da igreja, em Luanda.
O incidente ocorreu em um evento realizado em um estádio e batizado de "O Dia do Fim", no qual fiéis eram instados a "dar um fim a todos os problemas que estão na sua vida: doença, miséria, desemprego, feitiçaria, inveja, problemas na família, separação, dívidas etc".
Segundo investigadores, 152 mil pessoas se dirigiram para o estádio, que tinha capacidade para 30 mil. Uma comissão de inquérito concluiu que a superlotação foi causada por "publicidade enganosa". Na época, vários pastores da Iurd foram detidos pela polícia.
A suspensão também se aplicou a outras seis igrejas evangélicas — ao menos três das quais brasileiras, como a Igreja Mundial do Poder de Deus, do pastor Valdemiro Santiago — por, segundo o governo, recorrerem "às mesmas práticas que as da Iurd" e operarem sem licença.
Numa reviravolta, porém, a suspensão acabou sendo interpretada como benéfica à Universal. Isso porque, terminado o prazo da punição, a Universal foi a única das sete igrejas suspensas a receber autorização para voltar a operar.
As demais foram barradas por não gozar de "personalidade jurídica e por falta do reconhecimento oficial do Estado angolano", o que, segundo analistas, reduziu a concorrência enfrentada pela Universal e permitiu que ela absorvesse parte dos fiéis que frequentavam as outras denominações.
*Reportagem atualizada às 14h55 (29/11/2019
Corrupção, evasão de divisa e abuso de poder mancham gestão da Igreja Universal em Angola
Honorilton Gonçalves da Costa “bispo Gonçalves”, líder da IURD nos países africanos que falam português
Um grupo de bispos e pastores angolanos decidiu esta quinta-feira, 28, romper com a Igreja Universal em Angola, por suposta prática de corrupção, desvios de fundo, fuga de divisa, nepotismo, corrupção e a abuso de poder.
Entretanto, o corpo de bispos e pastores da Igreja Universal confirma a fuga de devisa para exterior, esterilização de religiosos e desvios de fundo por parte de responsáveis brasileiros em Angola.
Na azáfama da ruptura com a IURD, os religiosos acusam Honorilton Gonçalves da Costa “bispo Gonçalves”, de 59 anos, líder da Igreja Universal do Reino de Deus em África, como sendo, o responsável de toda crise que se despoletou no país.
Diante da crise, os mais de 300 prelados dizem, em comunicado, não ter mais qualquer vínculo com a Igreja Universal do Reino de Deus – Brasil, pelo que, exigem a liderança brasileira a deixar o território nacional dentro dos prazos estabelecidos pelas autoridades migratórias.
Pesam ainda sobre o bispo Gonçalves e pares a atitudes, comportamentos e práticas que atentem contra os bispos, pastores, obreiros e membros angolanos não se reveem e nem concordam desvios de fundo, nepotismo e a evasão de divisas.
Nepotismo por brasileiro
Os seguidores de Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus no Rio de Janeiro, Brasil, contam que a IURD para cumprir os seus intentos, ao longo de 27 anos em Angola, vai “arrancar” missionários brasileiros e administrativos em detrimento de angolanos.
Dizem, do mesmo modo, que é visível em todos os quadrantes da Igreja, desde os púlpitos à área administrativa, que tem se traduzido em actos discriminatórios, onde na maior parte das vezes o principal critério para se atribuir certas responsabilidades eclesiásticas e administrativas.
Património e esterilização a pastores
Nos últimos doze meses, segundo aqueles cristãos, a liderança brasileira, por orientação do Edir Macedo tem forçado os pastores casados a submeterem-se a um procedimento cirúrgico de “esterilização”, conhecido como vasectomia, uma pratica que atente com ordenamento jurídico angolano.
Na mesma senda, a Igreja Universal do Reino de Deus está a vender mais da metade do seu património em Angola, sem prévia consulta aos bispos, pastores, obreiros e membros angolanos.
Os imoveis inclui residências e terrenos que foram adquiridos e construídos com os dízimos, ofertas e doações dos cristãos angolanos.
A ideia de se vender o património foi, de acordo com denunciantes, transmitida aos pastores e bispos brasileiros numa reunião secreta, em Luanda, por Honorilton Gonçalves, sem a participação de angolanos.
Para salvaguardar os interesses da congregação religiosa, os pastores angolanos dizem que a partir de quinta-feira, 28, a Igreja Universal do Reino de Deus passa a ser liderada por cristãos angolanos.
Mais notícias sobre bispo Gonçalves nos próximos capítulos