domingo, 1 de dezembro de 2019

Pastores da Universal em Angola rompem com Edir Macedo e pedem expulsão de bispos brasileiros

AnaNgolaInfos, 30 Novembro de 2019
   

Image copyrightDIVULGAÇÃO/IURDCulto da Universal (IURD) em Angola
Image captionIgreja Universal do Reino de Deus iniciou suas operações em Angola em 1992 e tem mais de 230 templos no país
Em um movimento sem precedentes, pastores angolanos da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) anunciaram uma ruptura com o fundador, bispo Edir Macedo, e com o restante da liderança brasileira da igreja, acusando-a de desviar recursos para o exterior, discriminar funcionários locais e de promover a esterilização de sacerdotes africanos.
Em comunicado divulgado pela imprensa angolana na última quinta-feira (28/11), os religiosos — que dizem ter o apoio de 330 pastores e bispos angolanos da Universal — exigem que líderes brasileiros da instituição deixem "o território nacional dentro dos prazos estabelecidos pelas autoridades migratórias" para que a igreja passe a ser "liderada exclusivamente por angolanos".
O cisma — que põe em xeque a sobrevivência da Iurd em um de seus principais palcos no exterior — ocorre poucas semanas após a Universal ser ameaçada de expulsão em outro país africano, São Tomé e Príncipe, onde também era acusada de privilegiar pastores brasileiros e forçar pastores locais a realizar vasectomias.
Em nota, a Universal diz que não houve ruptura em Angola e que a igreja é vítima de uma "rede de mentiras arquitetada por ex-pastores desvinculados da instituição por desvio moral, e de condutas até criminosas com o único objetivo de terem sua ganância saciada".

'Nepotismo, racismo e amiguismo'

A Universal iniciou em 1992 suas operações em Angola, ex-colônia portuguesa no oeste africano com cerca de 30 milhões de habitantes. Desde então, abriu mais de 230 templos no país. A igreja diz ter como fiéis 2,7% da população angolana.
Na quinta-feira, houve tumulto quando os pastores revoltosos tentaram entrar no principal templo da Universal na capital angolana, Luanda, para ler o manifesto contra os líderes brasileiros. Policiais e seguranças impediram o acesso do grupo.
Em reportagem transmitida pela Televisão Pública de Angola (TPA), principal emissora do país, um dos pastores barrados, que não teve o nome divulgado, acusou os líderes da Universal de praticar "nepotismo, racismo e 'amiguismo'", privilegiando religiosos brasileiros e dificultando a ascensão de angolanos.
O manifesto dos pastores diz que, embora a subsidiária da Iurd em Angola seja uma "instituição religiosa de direito angolano", registrada no Ministério da Justiça e regida pelas leis locais, brasileiros exercem forte controle sobre a igreja no país.
Esse domínio, segundo o texto, "é visível em todos os quadrantes da igreja, desde os púlpitos à área administrativa, que tem se traduzido em atos discriminatórios, onde na maior parte das vezes o principal critério para se atribuir certas responsabilidades eclesiásticas e/ou administrativas é a nacionalidade brasileira".
O manifesto diz que, há alguns anos, líderes brasileiros da Universal começaram a tomar atitudes reprovadas por bispos e pastores angolanos, "tais como a evasão de divisas para exterior".
Segundo os religiosos, sob orientação de Macedo, os gestores da Universal no país africano decidiram "vender mais da metade do patrimônio da Igreja Universal do Reino de Deus em Angola, sem prévia consulta aos bispos, pastores, obreiros e membros angolanos".
"O referido patrimônio inclui residências e terrenos que foram adquiridos e/ou construídos com os dízimos, ofertas e doações dos bispos, pastores, obreiros e membros de Angola", segue o comunicado.
Image copyrightREPRODUÇÃO/TPAUniversal em Angola
Image captionHouve tumulto em frente a um templo da Universal em Angola quando pastores tentaram entrar para ler um manifesto contra líderes brasileiros
Os pastores afirmam ainda que, nos últimos 12 meses, "a anterior e atual liderança brasileira, por orientação do Bispo Edir Macedo, tem forçado os pastores solteiros e casados a submeterem-se a um procedimento cirúrgico de 'esterilização', tecnicamente conhecido como vasectomia".
O grupo diz que a prática constitui "clara violação dos direitos humanos, da lei e da Constituição da República de Angola", além de ser estranha "aos costumes da nossa realidade africana e angolana".
Procurada pela BBC News Brasil, a Igreja Universal enviou uma nota na qual diz que a subsidiária em Angola segue atrelada à matriz. "Continuamos unidos, bispos, pastores, obreiros, evangelistas e jovens, com o firme propósito de levar o Reino de Deus e expandir o evangelho aos quatro cantos do mundo", diz o comunicado.
A nota diz que "a Igreja Universal em Angola continua mais forte do que nunca" e atribui o movimento revoltoso a "ex-pastores desvinculados da instituição por desvio moral, e de condutas até criminosas com o único objetivo de terem sua ganância saciada". A igreja afirma que sempre se pautou pela "moralidade, respeito às autoridades constituídas e à legislação vigente" em Angola.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil não se pronunciou sobre a ameaça de expulsão de religiosos brasileiros no país africano.

Revolta em São Tomé e Príncipe

No início de novembro, a BBC News Brasil publicou uma reportagem sobre um levante popular que provocou a depredação de vários templos da Universal e a morte de um adolescente em São Tomé e Príncipe, um dos 23 países africanos onde a denominação brasileira está presente.
A crise teve início após o pastor são-tomense da Universal Iudumilo Veloso ser preso na Costa do Marfim, onde trabalhava havia 14 anos para a igreja. Ele era acusado de divulgar em redes sociais mensagens que denunciariam supostos abusos da Universal contra funcionários africanos.
A detenção do pastor gerou uma revolta em São Tomé e Príncipe — muitos são-tomenses avaliaram que a Universal havia arquitetado a prisão do pastor para evitar a divulgação de práticas discriminatórias da igreja no país.
Já a Iurd disse que havia apenas denunciado a autoridades marfinenses mensagens que continham "mentiras absurdas e calúnias" sobre a Universal, mas que coube à polícia local identificar e prender o autor.
Em meio à turbulência, políticos são-tomenses cogitaram expulsar a Iurd do país. A ameaça ficou em suspenso após a soltura de Veloso, obtida após uma ofensiva diplomática que mobilizou o Itamaraty e membros da bancada evangélica no Congresso brasileiro, entre os quais o deputado federal (e bispo da Iurd) Márcio Marinho (Republicanos-BA).
Procurado pela BBC News Brasil nesta sexta-feira, Marinho não se pronunciou sobre os acontecimentos recentes envolvendo a Universal em Angola.
Entre as acusações atribuídas ao pastor Iudumilo Veloso estava a de que a Universal impedia clérigos africanos de se casar ou os obrigava a fazer vasectomia para que não tivessem filhos — assim, poderiam se dedicar integralmente à igreja.
Image copyrightREPRODUÇÃOUniversal em São Tomé
Image captionRepressão policial a revolta contra a Universal em São Tomé e Príncipe causou a morte de um adolescente
Na ocasião, a Universal disse à BBC News Brasil que a acusação era "facilmente desmentida pelo fato de que muitos bispos e pastores da Universal, em todos os níveis de hierarquia da igreja, têm filhos".
"O que a Universal estimula é o planejamento familiar, debatido de forma responsável por cada casal", disse a igreja.
No Brasil, a Justiça já condenou a Universal a indenizar pastores submetidos a vasectomias. Em agosto, em um dos últimos casos julgados, a juíza Glaucia Alves Gomes, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), condenou a Iurd a pagar R$ 200 mil a um pastor que trabalhou por seis anos na entidade e realizou vasectomia no período.
Em nota sobre o julgamento, a assessoria tribunal disse que "duas testemunhas indicadas pelo trabalhador e uma pela Igreja Universal comprovaram ser comum o incentivo à prática de vasectomia pelos pastores". "Segundo uma delas, a recusa em realizar o procedimento pode reduzir a possibilidade de promoção ou acarretar a transferência para um local indesejado", afirma a nota.

'Dia do Fim'

A crise atual é o segundo grande revés que a Iurd enfrenta em Angola em menos de uma década.
Em 2013, o governo angolano suspendeu as atividades da Universal por 60 dias após 16 pessoas morrerem pisoteadas em um culto da igreja, em Luanda.
O incidente ocorreu em um evento realizado em um estádio e batizado de "O Dia do Fim", no qual fiéis eram instados a "dar um fim a todos os problemas que estão na sua vida: doença, miséria, desemprego, feitiçaria, inveja, problemas na família, separação, dívidas etc".
Segundo investigadores, 152 mil pessoas se dirigiram para o estádio, que tinha capacidade para 30 mil. Uma comissão de inquérito concluiu que a superlotação foi causada por "publicidade enganosa". Na época, vários pastores da Iurd foram detidos pela polícia.
A suspensão também se aplicou a outras seis igrejas evangélicas — ao menos três das quais brasileiras, como a Igreja Mundial do Poder de Deus, do pastor Valdemiro Santiago — por, segundo o governo, recorrerem "às mesmas práticas que as da Iurd" e operarem sem licença.
Numa reviravolta, porém, a suspensão acabou sendo interpretada como benéfica à Universal. Isso porque, terminado o prazo da punição, a Universal foi a única das sete igrejas suspensas a receber autorização para voltar a operar.
As demais foram barradas por não gozar de "personalidade jurídica e por falta do reconhecimento oficial do Estado angolano", o que, segundo analistas, reduziu a concorrência enfrentada pela Universal e permitiu que ela absorvesse parte dos fiéis que frequentavam as outras denominações.
*Reportagem atualizada às 14h55 (29/11/2019


Corrupção, evasão de divisa e abuso de poder mancham gestão da Igreja Universal em Angola


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Honorilton Gonçalves da Costa “bispo Gonçalves”, líder da IURD nos países africanos que falam português
Um grupo de bispos e pastores angolanos decidiu esta quinta-feira, 28, romper com a Igreja Universal em Angola, por suposta prática de corrupção, desvios de fundo, fuga de divisa, nepotismo, corrupção e a abuso de poder.
Entretanto, o corpo de bispos e pastores da Igreja Universal confirma a fuga de devisa para exterior, esterilização de religiosos e desvios de fundo por parte de responsáveis brasileiros em Angola.
Na azáfama da ruptura com a IURD, os religiosos acusam Honorilton Gonçalves da Costa “bispo Gonçalves”, de 59 anos, líder da Igreja Universal do Reino de Deus em África, como sendo, o responsável de toda crise que se despoletou no país.
Diante da crise, os  mais de 300 prelados dizem, em comunicado, não ter mais qualquer vínculo com  a Igreja Universal do Reino de Deus – Brasil, pelo que, exigem a liderança brasileira  a deixar o território nacional dentro dos prazos estabelecidos pelas autoridades migratórias.
Pesam ainda sobre o bispo Gonçalves e pares a atitudes, comportamentos e práticas que atentem contra os bispos, pastores, obreiros e membros angolanos não se reveem e nem concordam desvios de fundo, nepotismo e a evasão de divisas.
Nepotismo por brasileiro
Os seguidores de Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus no Rio de Janeiro, Brasil, contam que a IURD para cumprir os seus intentos, ao longo de 27 anos em Angola, vai “arrancar” missionários brasileiros e administrativos em detrimento de angolanos.
Dizem, do mesmo modo, que é visível em todos os quadrantes da Igreja, desde os púlpitos à área administrativa, que tem se traduzido em actos discriminatórios, onde na maior parte das vezes o principal critério para se atribuir certas responsabilidades eclesiásticas e administrativas.
Património e esterilização a pastores
Nos últimos doze meses, segundo aqueles cristãos, a liderança brasileira, por orientação do Edir Macedo tem forçado os pastores casados a submeterem-se a um procedimento cirúrgico de “esterilização”, conhecido como vasectomia, uma pratica que atente com ordenamento jurídico angolano.
Na mesma senda, a Igreja Universal do Reino de Deus está a  vender mais da metade do seu património em Angola, sem prévia consulta aos bispos, pastores, obreiros e membros angolanos.
Os imoveis inclui residências e terrenos que foram adquiridos e construídos com os dízimos, ofertas e doações dos cristãos angolanos.
A ideia de se vender o património foi, de acordo com denunciantes, transmitida aos pastores e bispos brasileiros numa reunião secreta, em Luanda, por Honorilton Gonçalves, sem a participação de angolanos.
Para salvaguardar os interesses da congregação religiosa, os pastores angolanos dizem que a partir de quinta-feira, 28, a Igreja Universal do Reino de Deus passa a ser liderada por cristãos angolanos.
Mais notícias sobre bispo Gonçalves nos próximos capítulos

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

A "idiotice" de um general e falso argumento para pessoalização do processo crime - Nelson Pedro


Luanda – Não há General sem soldado e nem o contrario. Os argumentos aduzidos pelo general António José Maria e a desconsideração que passou aqueles que o serviram durante os últimos 16 anos que esteve a frente dos SISM é tão deplorável e só cabe mesmo na cabeça de um general sem académia militar.
Fonte: AnaNgolaInfos 
Isto é, está na fase final o processo crime em que é arguido o general António José Maria que vai acusado de dois crimes de insubordinação ao Presidente da República e comandante em chefe das FAA, e de extravio de documentos secretos relativos a batalha do Cuito Cuanavale e outros instrumentos ou materiais contendo informações classificadas que é propriedade das forças armadas angolanas (FAA) protegidos por lei de segredo de Estado.

Desconhecer estas normas de facto não é obra de um general e nem mesmo de um soldado treinado para defender a pátria. Desclassificou-se completamente ao atirar-se como algumas figuras ao invés de se defender dentro dos marcos da lei dos crimes militares e da constituição da República de Angola. Não é verdade que a batalha do Cuito Cuanavale venha a ser propriedade de um general sem soldado em contraversão as inúmeras vidas humanas de patriotas angolanos das extintas FAPLA, forças cubanas, FALA, e Sul africanas, forças estas envolvidas naquela celebre batalha, ao ser verdade as afirmações que lhe são atribuídas, o general António José Maria, por cumulo deve ser responsabilizado também por estas percas humanas, económicas e ate ecológicas.

A posse ilegal dos documentos que contem segredos de Estado, ou pela qual não esteja autorizado na sua posse, é tipificado como crime, ainda mais retirados da instituição acomodados em locais não autorizados representa outro agravamento do já tipificado, ainda mais depositados na sua residência ou numa fundação algures no Miramar que não é uma instituição do Estado mas sim personaliza um nome e confundir este instituto como algo que se possa ai conservar documentos do Estado não passa de idiotice de um general.

Não é cordial, enganar sempre uma nação inteira das mães que perderam os seus filhos nesta batalha e hoje alguém assumir como única sua propriedade ou de pequeno grupo de pseudo angolanos a quem a pátria angolana pertence. Angola é de todos os descendentes e quem violar as leis deve ser responsabilizado.

Caberá o tribunal que o julga, tomar a decisão e obediência a lei e aos crimes militares e ao Presidente da Republica cabe lhe a missão a cumprir e fazer cumprir a constituição, recuperar os ativos do Estado angolano e os documentos relativos a batalha do Cuito Cuanavale, é um dos ativos do Estado como outros.

Não se faz um general, sem soldado em nenhuma parte do exercito do mundo, mas é esta consciência que quase se instalou no país retirar documentos do Estado e conservar em cantinas, quintas, e fazendas, fundações, para se inverter este quadro é preciso aplicar a lei como dizia o italiano Carlos Lute e citamos “a aplicação da lei, é espécie do dedo no gatilho de uma arma e que mesmo sem munições toda a gente foge”. Este é o caminho que Angola e os angolanos devem seguir para reputar o respeito e a autoridade do Estado que a muito se confundia como uma empresa ou ate fundação sem olhar pela dignidade dos angolanos.

O Senhor General José Maria em menos de cinco anos mandou para a cadeia jovens (conhecidos como 15) que estavam a ler uma obra, e hipnotizaram o pais com noticia de um golpe de Estado que estava em curso pela a leitura de um livro. Reuniram ministros, corpo diplomático acreditado em Angola, partidos políticos, deram explicações que lhes convinham naquela altura só para buscar a condenação pública. Hoje o senhor o general que roubou documentos com segredos de Estado que custaram dinheiros públicos não consegue justificar em português, não se percebe em latim o que não se consegue em português, entra na teoria de pura vitimização e perseguição mesmo sendo seminarista esqueceu que isto é bíblico.

Não se atira contra as pessoas mas contra as leis pelas quais estas a ser julgado.

RDC: Manifestantes invadem campos da missão de paz ONU


Demokratische Republik Kongo | Überfall auf UN-Lager in Beni
Residentes de Beni acusam MONUSCO de não fazer nada para travar ataques de rebeldes no leste do país. Exército da República Democrática do Congo e missão das Nações Unidas prometem operação conjunta para garantir a paz.
Manifestantes em cólera incendiaram esta segunda-feira (25.11) a prefeitura de Beni e atacaram dois campos das Nações Unidas para denunciar a inação após um novo massacre de oito civis durante a noite. Pelo menos quatro civis morreram no protesto, segundo as autoridades congolesas.
O exército congolês, a polícia e as forças de manutenção da paz da ONU – a MONUSCO – tentaram dispersar os manifestantes que exigiam a saída da missão da ONU na RDC, acusada de inação contra os rebeldes das Forças Demoráticas Aliadas (ADF, sigla em inglês). Nos últimos cinco anos, este grupo matou centenas de pessoas na região.
A ira dos cidadãos foi provocada por um novo massacre que começou na noite de domingo e resultou na morte de oito pessoas no bairro de Masiani, localizado a oeste da cidade e onde as Forças Decmoráticas Aliadas nunca tinham operado até agora. O grupo rebelde do Uganda é mais ativo na parte nordeste da cidade de Beni.
ONU admite "problemas" em controlar situação na RDCongo



As Nações Unidas admitiram hoje que estão a enfrentar "problemas" no controlo da situação no nordeste da República Democrática do Congo (RDCongo), que esta semana tem sido palco de violentos protestos contra a missão desta organização no país.

Estamos a deparar-nos com problemas que são muito difíceis de gerir para uma missão", afirmou a chefe da missão das Nações Unidas na RDCongo (MONUSCO), Leila Zerrougui, aos jornalistas.




Numa videoconferência a partir da capital congolesa, Kinshasa, a responsável abordou os protestos que têm afetado a cidade de Beni e a sua periferia.
Estes protestos - nos quais a polícia diz terem  morrido pelo menos quatro civis na segunda-feira - dirigem-se à alegada passividade dos capacetes azuis da ONU perante os ataques na região conduzidos pelo grupo armado ugandês Forças Democráticas Aliadas (ADF, na sigla inglesa).
De acordo com fontes militares citadas pela agência France-Presse, durante o dia de hoje morreram outros dois civis, elevando assim para seis o número total de vítimas mortais em dois dias.
A diplomata enviou as suas condolências pelas mortes registadas e disse que estas estão a ser investigadas, tendo isentado as forças da MONUSCO destes episódios.
A responsável da ONU assinalou que as tropas das Nações Unidas estão a trabalhar num contexto difícil no nordeste da RDCongo e reconheceu que os ataques contra a missão são uma consequência da frustração de alguns habitantes contra a violência na região.
De acordo com Zerrougui, a população entende que as Nações Unidas, cujo principal mandato é proteger os civis, têm capacidade para fazer mais contra as ADF.
Ainda assim, a argelina defendeu que a ONU não pode lançar uma ofensiva contra esta milícia da mesma forma que um exército nacional, uma vez que não pode suportar os danos colaterais que resultariam de uma operação numa complexa zona de selva e onde as ADF conseguiram infiltrar membros entre civis nas populações dispersas.
Zerrougui confirmou a ocorrência de pelo menos 14 ataques desde o início do mês, a maioria durante a noite, dos quais resultaram 80 mortos.
Beni insere-se na província de Kivu-Norte, um dos epicentros da atual epidemia de Ébola na RDCongo. De acordo com a responsável da MONUSCO, as manobras das Nações Unidas contra o vírus têm também sido rejeitadas pela população local.
Para Zerrougui, a organização está preocupada com os efeitos resultantes desta violência nos esforços de resposta ao Ébola.
Na terça-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) anunciaram a retirada de 76 dos seus funcionários da cidade de Beni por precaução.
O nordeste da RDCongo está imerso há vários anos num longo conflito, sustentado por milícias rebeldes e pelos ataques do Exército congolês.
O mandato da MONUSCO, missão que conta com mais de 18.000 operacionais no país, deverá ser renovado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas até ao final do ano.
MONUSCO é uma das missões mais caras da ONU, com um orçamento de cerca de mil milhões de euros.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Adalberto Costa Júnior eleito presidente da UNITA

Adalberto Costa Júnior eleito presidente da UNITA

    AnaNgolaInfos 15.11.2019, 19:50
Adalberto Costa Júnior eleito presidente da UNITA
O candidato à presidência da UNITA, Adalberto da Costa Junior, lidera a contagem com 595 votos.

Alcides Sakala vem a seguir com 418, numa altura que ainda prossegue a contagem dos votos dos 1.150 delegados.
A votação para a eleição do novo presidente da UNITA iniciou-se na tarde desta sexta-feira, em Luanda, para substituir Isaías Samakuva, que dirigiu o partido nos últimos 16 anos.
Concorrem ao cargo Raúl Danda, Alcides Sakala, Abílio Kamalata Numa, José Pedro Katchiungo e Adalberto da Costa Júnior, entre os quais os 1.150 delegados ao XIII Congresso Ordinário do maior partido da oposição escolherão o próximo líder.
As listas eleitorais foram atempadamente afixadas e constituídas 10 mesas de votos, para uma média de 115 eleitores por cada. Os delegados estão distribuídos nas listas eleitorais por ordem alfabética, para evitar afluência de grupos e influência na decisão de voto.
A comissão eleitoral é presidida por Amélia Judith Ernesto.
Os membros da comissão eleitoral e mesas de votos foram os primeiros a votar, seguindo-se o presidente cessante, os candidatos e membros do comité permanente, idosos, gestantes e os restantes delegados.
No boletim de voto, José Pedro Katchiungo é o primeiro da lista, Raúl Danda é o segundo, Adalberto Costa Júnior ocupa o terceiro lugar e Abílio Kamalata Numa o quarto. Alcides Sakala ocupa a quinta posição.

Boa apetite

  Sem serviço de bordo, mulher leva refeição completa de frutos do mar para comer no avião Na medida em que os viajantes retornam aos aviões...