quarta-feira, 27 de novembro de 2019

A "idiotice" de um general e falso argumento para pessoalização do processo crime - Nelson Pedro


Luanda – Não há General sem soldado e nem o contrario. Os argumentos aduzidos pelo general António José Maria e a desconsideração que passou aqueles que o serviram durante os últimos 16 anos que esteve a frente dos SISM é tão deplorável e só cabe mesmo na cabeça de um general sem académia militar.
Fonte: AnaNgolaInfos 
Isto é, está na fase final o processo crime em que é arguido o general António José Maria que vai acusado de dois crimes de insubordinação ao Presidente da República e comandante em chefe das FAA, e de extravio de documentos secretos relativos a batalha do Cuito Cuanavale e outros instrumentos ou materiais contendo informações classificadas que é propriedade das forças armadas angolanas (FAA) protegidos por lei de segredo de Estado.

Desconhecer estas normas de facto não é obra de um general e nem mesmo de um soldado treinado para defender a pátria. Desclassificou-se completamente ao atirar-se como algumas figuras ao invés de se defender dentro dos marcos da lei dos crimes militares e da constituição da República de Angola. Não é verdade que a batalha do Cuito Cuanavale venha a ser propriedade de um general sem soldado em contraversão as inúmeras vidas humanas de patriotas angolanos das extintas FAPLA, forças cubanas, FALA, e Sul africanas, forças estas envolvidas naquela celebre batalha, ao ser verdade as afirmações que lhe são atribuídas, o general António José Maria, por cumulo deve ser responsabilizado também por estas percas humanas, económicas e ate ecológicas.

A posse ilegal dos documentos que contem segredos de Estado, ou pela qual não esteja autorizado na sua posse, é tipificado como crime, ainda mais retirados da instituição acomodados em locais não autorizados representa outro agravamento do já tipificado, ainda mais depositados na sua residência ou numa fundação algures no Miramar que não é uma instituição do Estado mas sim personaliza um nome e confundir este instituto como algo que se possa ai conservar documentos do Estado não passa de idiotice de um general.

Não é cordial, enganar sempre uma nação inteira das mães que perderam os seus filhos nesta batalha e hoje alguém assumir como única sua propriedade ou de pequeno grupo de pseudo angolanos a quem a pátria angolana pertence. Angola é de todos os descendentes e quem violar as leis deve ser responsabilizado.

Caberá o tribunal que o julga, tomar a decisão e obediência a lei e aos crimes militares e ao Presidente da Republica cabe lhe a missão a cumprir e fazer cumprir a constituição, recuperar os ativos do Estado angolano e os documentos relativos a batalha do Cuito Cuanavale, é um dos ativos do Estado como outros.

Não se faz um general, sem soldado em nenhuma parte do exercito do mundo, mas é esta consciência que quase se instalou no país retirar documentos do Estado e conservar em cantinas, quintas, e fazendas, fundações, para se inverter este quadro é preciso aplicar a lei como dizia o italiano Carlos Lute e citamos “a aplicação da lei, é espécie do dedo no gatilho de uma arma e que mesmo sem munições toda a gente foge”. Este é o caminho que Angola e os angolanos devem seguir para reputar o respeito e a autoridade do Estado que a muito se confundia como uma empresa ou ate fundação sem olhar pela dignidade dos angolanos.

O Senhor General José Maria em menos de cinco anos mandou para a cadeia jovens (conhecidos como 15) que estavam a ler uma obra, e hipnotizaram o pais com noticia de um golpe de Estado que estava em curso pela a leitura de um livro. Reuniram ministros, corpo diplomático acreditado em Angola, partidos políticos, deram explicações que lhes convinham naquela altura só para buscar a condenação pública. Hoje o senhor o general que roubou documentos com segredos de Estado que custaram dinheiros públicos não consegue justificar em português, não se percebe em latim o que não se consegue em português, entra na teoria de pura vitimização e perseguição mesmo sendo seminarista esqueceu que isto é bíblico.

Não se atira contra as pessoas mas contra as leis pelas quais estas a ser julgado.

RDC: Manifestantes invadem campos da missão de paz ONU


Demokratische Republik Kongo | Überfall auf UN-Lager in Beni
Residentes de Beni acusam MONUSCO de não fazer nada para travar ataques de rebeldes no leste do país. Exército da República Democrática do Congo e missão das Nações Unidas prometem operação conjunta para garantir a paz.
Manifestantes em cólera incendiaram esta segunda-feira (25.11) a prefeitura de Beni e atacaram dois campos das Nações Unidas para denunciar a inação após um novo massacre de oito civis durante a noite. Pelo menos quatro civis morreram no protesto, segundo as autoridades congolesas.
O exército congolês, a polícia e as forças de manutenção da paz da ONU – a MONUSCO – tentaram dispersar os manifestantes que exigiam a saída da missão da ONU na RDC, acusada de inação contra os rebeldes das Forças Demoráticas Aliadas (ADF, sigla em inglês). Nos últimos cinco anos, este grupo matou centenas de pessoas na região.
A ira dos cidadãos foi provocada por um novo massacre que começou na noite de domingo e resultou na morte de oito pessoas no bairro de Masiani, localizado a oeste da cidade e onde as Forças Decmoráticas Aliadas nunca tinham operado até agora. O grupo rebelde do Uganda é mais ativo na parte nordeste da cidade de Beni.
ONU admite "problemas" em controlar situação na RDCongo



As Nações Unidas admitiram hoje que estão a enfrentar "problemas" no controlo da situação no nordeste da República Democrática do Congo (RDCongo), que esta semana tem sido palco de violentos protestos contra a missão desta organização no país.

Estamos a deparar-nos com problemas que são muito difíceis de gerir para uma missão", afirmou a chefe da missão das Nações Unidas na RDCongo (MONUSCO), Leila Zerrougui, aos jornalistas.




Numa videoconferência a partir da capital congolesa, Kinshasa, a responsável abordou os protestos que têm afetado a cidade de Beni e a sua periferia.
Estes protestos - nos quais a polícia diz terem  morrido pelo menos quatro civis na segunda-feira - dirigem-se à alegada passividade dos capacetes azuis da ONU perante os ataques na região conduzidos pelo grupo armado ugandês Forças Democráticas Aliadas (ADF, na sigla inglesa).
De acordo com fontes militares citadas pela agência France-Presse, durante o dia de hoje morreram outros dois civis, elevando assim para seis o número total de vítimas mortais em dois dias.
A diplomata enviou as suas condolências pelas mortes registadas e disse que estas estão a ser investigadas, tendo isentado as forças da MONUSCO destes episódios.
A responsável da ONU assinalou que as tropas das Nações Unidas estão a trabalhar num contexto difícil no nordeste da RDCongo e reconheceu que os ataques contra a missão são uma consequência da frustração de alguns habitantes contra a violência na região.
De acordo com Zerrougui, a população entende que as Nações Unidas, cujo principal mandato é proteger os civis, têm capacidade para fazer mais contra as ADF.
Ainda assim, a argelina defendeu que a ONU não pode lançar uma ofensiva contra esta milícia da mesma forma que um exército nacional, uma vez que não pode suportar os danos colaterais que resultariam de uma operação numa complexa zona de selva e onde as ADF conseguiram infiltrar membros entre civis nas populações dispersas.
Zerrougui confirmou a ocorrência de pelo menos 14 ataques desde o início do mês, a maioria durante a noite, dos quais resultaram 80 mortos.
Beni insere-se na província de Kivu-Norte, um dos epicentros da atual epidemia de Ébola na RDCongo. De acordo com a responsável da MONUSCO, as manobras das Nações Unidas contra o vírus têm também sido rejeitadas pela população local.
Para Zerrougui, a organização está preocupada com os efeitos resultantes desta violência nos esforços de resposta ao Ébola.
Na terça-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) anunciaram a retirada de 76 dos seus funcionários da cidade de Beni por precaução.
O nordeste da RDCongo está imerso há vários anos num longo conflito, sustentado por milícias rebeldes e pelos ataques do Exército congolês.
O mandato da MONUSCO, missão que conta com mais de 18.000 operacionais no país, deverá ser renovado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas até ao final do ano.
MONUSCO é uma das missões mais caras da ONU, com um orçamento de cerca de mil milhões de euros.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Adalberto Costa Júnior eleito presidente da UNITA

Adalberto Costa Júnior eleito presidente da UNITA

    AnaNgolaInfos 15.11.2019, 19:50
Adalberto Costa Júnior eleito presidente da UNITA
O candidato à presidência da UNITA, Adalberto da Costa Junior, lidera a contagem com 595 votos.

Alcides Sakala vem a seguir com 418, numa altura que ainda prossegue a contagem dos votos dos 1.150 delegados.
A votação para a eleição do novo presidente da UNITA iniciou-se na tarde desta sexta-feira, em Luanda, para substituir Isaías Samakuva, que dirigiu o partido nos últimos 16 anos.
Concorrem ao cargo Raúl Danda, Alcides Sakala, Abílio Kamalata Numa, José Pedro Katchiungo e Adalberto da Costa Júnior, entre os quais os 1.150 delegados ao XIII Congresso Ordinário do maior partido da oposição escolherão o próximo líder.
As listas eleitorais foram atempadamente afixadas e constituídas 10 mesas de votos, para uma média de 115 eleitores por cada. Os delegados estão distribuídos nas listas eleitorais por ordem alfabética, para evitar afluência de grupos e influência na decisão de voto.
A comissão eleitoral é presidida por Amélia Judith Ernesto.
Os membros da comissão eleitoral e mesas de votos foram os primeiros a votar, seguindo-se o presidente cessante, os candidatos e membros do comité permanente, idosos, gestantes e os restantes delegados.
No boletim de voto, José Pedro Katchiungo é o primeiro da lista, Raúl Danda é o segundo, Adalberto Costa Júnior ocupa o terceiro lugar e Abílio Kamalata Numa o quarto. Alcides Sakala ocupa a quinta posição.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

João Lourenço indica general Nunda para embaixada de Angola no Reino Unido

João Lourenço indica general Nunda para embaixada de Angola no Reino Unido

Sachipengo Nunda substitui Rui Mangueira no cargo de  embaixador extraordinário e plenipotenciário de Angola no Reino Unido.
29.10.2019 AnaNgolaInfos 
- general Geraldo Sachipengo Nunda - João Lourenço indica general Nunda para embaixada de Angola no Reino Unido
João Lourenço indica general Nunda para embaixada de Angola no Reino Unido
O presidente da Republica, João Lourenço, “está decidido” a indicar o ex-Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), Geral Sachipengo Nunda, para embaixador em Londres, capital do Reino Unido, na sequencia do pedido de demissao do actual embaixador, Rui Mangueira, disse ao Correio da Kianda, uma fonte próximo do governo, nesta segunda-feira (5).
Segundo a fonte, a nomeação do general Nunda para substituir Rui Mangueira no cargo de  embaixador extraordinário e plenipotenciário de Angola no Reino Unido, deve ocorrer nos próximos dias.
Numa nota enviada recentemente ao Correio da Kianda, Rui Mangueira, negou ter pedido demissão do cargo de embaixador extraordinário e plenipotenciário de Angola no Reino Unido.
” Fiquei preocupado com o conteúdo da notícia publicada no Jornal Online Correio da Kianda, de 27/7/2019, na qual o redactor indica factos não verdadeiros, sobre a minha conduta como diplomata, pois em momento algum apresentei uma carta de demissão ao Presidente da República de Angola”.
“Devo esclarecer que tenho muita honra e orgulho em servir Angola sob a liderança de Sua Excelência João Manuel Gonçalves Lourenço, Presidente da República de Angola. Devo ainda acrescer que tenho um profundo respeito, consideração e estima pelo nosso Presidente da República e acima de tudo declaro, que só tenho a agradecer a oportunidade que me deu, ao nomear-me para exercer as funções de Embaixador Extraordinário e plenipotenciário de Angola no Reino Unido da Grã Bretanha e Irlanda do Norte”. lê-se na nota.
Segundo a fonte que temos vindo a citar, Rui Mangueira, teria tentado recuar da sua decisão, mas, a decisão do chefe de Estado angolano, em indicar outra figura para dirigir embaixada de Angola no Reino Unido, já estava tomada.
Recorde-se que a Câmara Criminal do Tribunal Supremo, decidiu no ano passado, arquivar o processo-crime que envolveu o ex-Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), Geral Sachipengo Nunda. Geraldo Nunda estava a ser acusado de quatro crimes: associação criminosa, tráfico de influências, abuso de poder e cumplicidade na tentativa de burla, no âmbito do conhecido caso “Burla Tailandesa”.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Angola: Juízes elegem primeira mulher para liderar Tribunal Supremo

Angola: Juízes elegem primeira mulher para liderar Tribunal Supremo


Luanda - O plenário do Tribunal Supremo elegeu, nesta quarta-feira, em Luanda, os três candidatos a presidente deste órgão judicial, que irá substituir o advogado Rui Constantino Ferreira, que renunciou ao cargo no passado  dia 3 de Outubro, na sequencia de escândalos  ligados aos seus negócios privados.
Fonte: AnaNgolaInfos 
De acordo com dados do escrutínio em posse do Club-K, a juíza conselheira Joaquina Ferreira do Nascimento foi a mais votada (com 8 votos), seguido de Joel Leonardo (7 votos) e Norberto Sodré (2 votos). Os restantes juizes conselheiros como Efigênia Lima, José Martinho Nunes, e Miguel Correia, tiveram cada um voto.
A eleição na qual exerceram  o direito de voto,  20 juízes, ocorreu num clima de tranquilidade e de respeito aos regulamentos. Após a votação e obediência aos procedimentos internos, o Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ), órgão encarregue de fazer gestão dos juízes, deverá, em breve fazer uma informação ao Chefe de Estado, João Manuel Gonçalves Lourenço remetendo os três nomes mais votados para que de seguida o alto magistrado da nação use o seu poder discricionário para assinar o decreto de nomeação do futuro juiz-conselheiro Presidente do Tribunal Supremo.

O processo eleitoral foi antecedido com a criação de um "regulamento para escolha do Presidente do Supremo" e uma "equipa de fiscalização", algo que não se verificou no escrutínio passado que  elegeu Rui Ferreira, em Fevereiro de 2018.  Nas eleições passadas o Presidente interino do Tribunal Supremo, Juiz Molares D' Abril na sua qualidade de condutor do processo fez a seleção de três candidatos. Porém, enquanto se aguardava pela convocação da reunião do Conselho Superior da Magistratura Judicial para ratificar a eleição do Presidente do Tribunal Supremo feita pelo Plenário, os Juízes Conselheiros foram colocados de parte e  surpreendidos como uma convocação para irem ao Palácio Presidencial assistir ao acto de posse de Rui Constantino da Cruz Ferreira no Palácio Presidencial.

Sobre os dois mais votados, são ambos juízes conselheiros de referencia. Com mais de 15 anos de experiencia, e formada em Portugal,  a Juiz Conselheira Joaquina do Nascimento é conhecida como sendo dura nas suas decisões. Foi a juíza que em Maio de 2012, assumiu a decisão final em repor a legalidade do "caso CNE" retirando a advogada Suzana Inglês que ocupava de forma ilegal a Presidência deste órgão responsável pela realização das eleições em Angola. Desde então passou a ganhar aceitação e confiança por parte de deputados da Assembleia Nacional. Nas últimas semanas, uma corrente  conotada a Rui Ferreira tentou desaloja-la da pretensão de concorrer ao concurso para liderança do Supremo fazendo recurso a  uma campanha de desacreditação a sua pessoa por via das redes sociais. 
Por outro lado o Juiz Conselheiro Joel Leonardo, é um magistrado oriundo da Huíla, província onde,  na década de oitenta  conheceu e se tornou amigo do general Leopoldino do Nascimento "Dino" que esteve ai a fazer recruta militar. Mediatizou-se nos últimos meses como juiz da causa, do caso CNC que condenou  o antigo ministro dos transporte, Augusto da Silva Tomas. Contudo,  já antes era conhecido de nome por ter sido o  juiz conselheiro  a quem Rui Ferreira havia mobilizado em Outubro de 2018, para libertar a revelia José Filomeno dos Santos, que estava detido na sequencia da burla dos 500 milhões de dólares americanos do BNA.

Efectivo do SME morto a tiro pelo colega


Efectivo do SME morto a tiro pelo colega




Uíge – Um 3º sub-chefe do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), de 42 anos, foi morto acidentalmente hoje, quarta-feira, pelo seu colega, com um disparo supostamente acidental de arma de fogo, no município de Maquela do Zombo, província do Uíge.

A informação foi avançada, à Angop, pelo delegado interino do Ministério do Interior do município de Maquela do Zombo, sub-inspector Elísio Mário, tendo explicado que o incidente aconteceu quando um agente de 1ª classe do SME, fazia manutenção da sua arma e fez um disparo involuntário.
Segundo Elísio Mário, a inexperiência do autor do disparo quando manuseava a nova arma é uma das prováveis causa do incidente, que provocou a morte do colega.
“É uma nova arma que a corporação está a usar e muitos dos nossos efectivos ainda não tem o domínio efectivo da mesma”, admitiu.
Fez saber que o autor do homicídio está já detido numa das esquadras da Polícia Nacional para ser apresentado ao Ministério Público, nos próximos dias, para ser julgado.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Os Lideres africanos defendem moeda única

Os Lideres africanos defendem moeda única

Governantes de vários países africanos, que participaram, em Washington, no Encontro Anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, concordaram que uma moeda única africana seria favorável para o reforço económico do continente e o crescimento das transacções internas, evitando o dólar ou euro.



Com mais de 40 diferentes moedas nacionais usadas no continente, políticos africanos querem reforçar o poder das próprias moedas juntamente com o acordo de livre comércio dentro da África e reduzir as transacções internacionais em dólares ou euros.
As afirmações foram feitas no sábado por líderes políticos do Quénia, Mauritânia, Senegal e Somália aos jornalistas em

Boa apetite

  Sem serviço de bordo, mulher leva refeição completa de frutos do mar para comer no avião Na medida em que os viajantes retornam aos aviões...