sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Nós Espalhamos O Vírus Do HIV Para Matar Negros Na África”

Nós Espalhamos O Vírus Do HIV Para Matar Negros Na África” Afirma Mercenário
Notícias do Mundo by Douglas Aleodin - 29 de maio de 1969

AnaNgolaInfos 28.02.2020

Este maldito homem é que fez hoje o nosso continente estar assim com a doença da Hiv/Sida.
Mercenários  posaram como médicos para infectar negros sul-africanos com HIV para “dizimar” a raça negra e criar uma maioria branca na África do Sul, de acordo com uma chocante confissão de um ex-oficial mercenário.

A África do Sul tem agora uma das piores epidemias de HIV no mundo, com 7,1 milhões de pessoas, ou pouco menos de 19% da população, vivendo com o vírus. A população negra na África do Sul foi desproporcionalmente afetada.



As alegações de que os mercenários brancos estavam ativamente espalhando a AIDS na África do Sul nos anos 80 e 90 foram feitas no documentário Cold Case Hammarskjöld, que estreou este ano no festival de cinema de Sundance.

As alegações são feitas por Alexander Jones, que passou anos como um oficial de inteligência do Instituto Sul-Africano de Pesquisa Marítima (SAIMR), três décadas atrás, quando estava planejando golpes e outras formas de violência em toda a África.

Jones afirma que Keith Maxwell, líder do SAIMR, tinha uma “obsessão racista e apocalíptica pelo HIV / Aids” e o grupo estava empenhado em criar uma maioria branca na África do Sul e nos países vizinhos, eliminando a raça negra.

Keith Maxwell supostamente se apresentava como médico enquanto administrava clínicas em bairros pobres, principalmente negros, na área de Johanesburgo, o que lhe dava um caminho para conduzir seus experimentos assassinos.

“Que maneira mais fácil de obter uma cobaia do que [quando] você vive em um sistema de apartheid?”, Diz Jones no filme.



“Os negros não têm direitos, precisam de tratamento médico. Há um “filantropo” branco entrando e dizendo: “Você sabe, eu vou abrir essas clínicas e vou tratar você.” E enquanto isso [ele é] na verdade o lobo em roupas de ovelha. ”

Keith Maxwell escreveu sobre uma “praga” que ele esperava que dizimaria populações negras, consolidaria o domínio branco e traria de volta tradições religiosas conservadoras, de acordo com artigos coletados pelos cineastas.

O site The Guardian relata (ver aqui): “Um cartaz publicitário do Dokotela [médico] Maxwell ainda está pendurado na lateral de um escritório em Putfontein, onde os moradores locais se lembram de um homem respeitado, com um monopólio virtual dos serviços de saúde da região. Ele ofereceu tratamentos estranhos, inclusive colocando os pacientes através de tubos, o que ele disse que permitiu que ele visse dentro de seus corpos. Ele também deu falsas injeções, disse Ibrahim Karolia, que administrava uma loja do outro lado da rua.”

Qualquer interesse que Maxwell demonstrasse em Aids em público era benevolente. Claude Newbury, um médico antiaborto que conhecia o líder mercenário, confirmou que não tinha qualificações médicas, mas descreveu um humanitário comprometido. “Ele era contra o genocídio e estava tentando descobrir uma cura para o HIV”, disse Newbury aos cineastas.



Documentos coletados pelos cineastas parecem mostrar que as visões particulares de Maxwell eram muito diferentes de sua persona pública. Os documentos sugerem um prazer macabro no advento de uma epidemia.

Em uma delas ele escreve: “[A África do Sul] pode muito bem ter  um voto com uma maioria branca até o ano 2000. A religião em sua forma conservadora e tradicional retornará. Aborto, abuso de drogas e outros excessos dos anos 60, 70 e 80 não terão lugar no mundo pós-Aids ”.

Os jornais liam como o sonho febril de um homem que aspirava ser Josef Mengele da África do Sul. Há relatos detalhados, ainda que confusos, de como ele achava que o vírus do HIV poderia ser isolado, propagado e usado para atacar negros africanos.

O que é menos claro é se ele tinha a experiência ou fundos para implementar suas visões de pesadelo. Jones, o antigo membro da SAIMR, afirma que sim.

“Nós estávamos envolvidos em Moçambique, espalhando o vírus da Aids através de condições médicas”, diz ele.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020


PRA-JA avança com novos processos ao TC, para legalização do Partido.

 O processo para constituição do Partido do Renascimento Angolano - Juntos por Angola (PRA-JA), coordenado pelo político Abel Chivukuvuku, segue sexta-feira para o Tribunal Constitucional (TC), após cumprimento das recomendações daquele tribunal superior.

O Partido do Renascimento Angolano - Juntos por Angola (PRA-JA) deu entrada do processo pela primeira vez, para registo no TC, em Agosto de 2019, tendo sido rejeitado mais de 19 mil processos, dos quase 24 mil remetidos.

No quadro do processo de formalização da nova força política, a comissão instaladora do PRA – JA procedeu hoje, em Luanda, a abertura do que se convencionou chamar “auditoria pública” para apresentar à sociedade as novas quatro mil e 150 assinaturas reconhecidas pelos cartórios notariados, espelhados pelo país.

Em declarações à imprensa, o porta-voz do PRA-JA, Xavier Jaime, afirmou que supriram as insuficiências registadas pelo Tribunal Constitucional e espera que o projecto se torne partido dentro de quarenta dias, após a entrega do processo.

“Vamos levar cerca de nove mil assinaturas com uma novidade importante: metade destas nove mil assinaturas, estão, devidamente reconhecidas pelo notário, sobretudo, daquelas províncias em que o despacho do TC afirmava que não alcançaram as 150 (assinaturas) que a lei exige”, disse.

Embora a lei exige apenas assinaturas dos integrantes do projecto político, Xavier Jaime justificou que preferiram reconhecer as assinaturas no cartório notarial para facilitar o processo de transparência.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020


China conclui em 10 dias hospital para tratar vítimas de coronavírus

Hospital começa a operar amanhã e foi projetado para ter 1.000 leitos para tratamento isolado e eficiente dos pacientes com pneumonia viral

  • AnaNgolaInfos  
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Um total de 1.400 equipes médicas das forças armadas estão encarregadas de tratar pacientes no Hospital Huoshenshan a partir de segunda-feira

Um total de 1.400 equipes médicas das forças armadas estão encarregadas de tratar pacientes no Hospital Huoshenshan a partir de segunda-feira

Xinhua
Foi concluída neste domingo (2) a construção do Hospital Huoshenshan, um dos dois hospitais de emergência construídos para lidar com o surto do novo coronavírus (2019-nCoV) na cidade de Wuhan, epicentro do surto epidêmico na China.
Localizado perto do Sanatório dos Trabalhadores de Wuhan, no distrito de Caidian, nos subúrbios ocidentais da cidade, o hospital foi projetado para ter 1.000 leitos para tratamento isolado e eficiente dos pacientes com pneumonia viral.E os Angolanos que estão chorar, o Governo de Angola ainda esta dormir.
A construção começou em 24 de janeiro e o local será colocado em operação na segunda-feira. De acordo com a agência governamental de notícias Xinhua, um total de 1.400 equipes médicas das forças armadas estão encarregadas de tratar pacientes no Hospital Huoshenshan a partir de segunda-feira.
O hospital seguiu o modelo do Xiaotangshan, em Pequim. No auge do surto epidêmico de SARS em 2003, o Hospital Xiaotangshan foi construído em sete dias e admitiu um sétimo dos pacientes com SARS no país em dois meses, criando um milagre na história da medicina. O outro dos dois hospitais em construção na cidade é o Hospital Leishenshan.

Presidente angolano garante: "Não se vai negociar" com Isabel dos Santos





Segunda, 03 Fevereiro 2020 09:34

Presidente angolano garante: "Não se vai negociar" com Isabel dos Santos

    AnaNgolaInfos 3.02.2020
Presidente angolano garante: "Não se vai negociar" com Isabel dos Santos
Em entrevista exclusiva à DW, o Presidente de Angola fala oficialmente pela primeira vez sobre o "Luanda Leaks". João Lourenço assegura que não se está nem se vai negociar processos nos quais Isabel dos Santos é acusada.
O Governo de Angola não está e nem vai negociar com a empresária Isabel dos Santos os alegados casos de corrupção dos quais é acusada no país. A afirmação é do Presidente João Lourenço, que falou pela primeira vez sobre o "Luanda Leaks" numa entrevista exclusiva ao enviado especial da DW a Luanda, Adrian Kriesch.
João Lourenço lembrou ainda a imunidade do ex-Presidente José Eduardo dos Santos e do ex-vice-presidente Manuel Vicente para justificar o facto de ambos não estarem a sentir o peso da Justiça angolana, mas garantiu a imparcialidade e independência dos órgãos de Justiça em Angola.
Quanto às reformas no Estado angolano, que incluem o combate à corrupção, o Presidente João Lourenço afirmou: "Somos nós, do partido que sempre governou o país, que estamos a fazer as reformas que eram absolutamente necessárias que fossem feitas".
DW África: Há algumas semanas, uma investigação global revelou um esquema através do qual centenas de milhões de dólares [de recursos do Governo] foram canalizados para empresas privadas, possivelmente por causa de conexões. Uma das principais suspeitas é Isabel dos Santos, filha do ex-Presidente. Agora há rumores de que ela está a negociar um acordo para devolver parte do dinheiro. Essas negociações estão a acontecer?
João Lourenço (JLo): Essas informações são infundadas. Nós gostaríamos de deixar aqui garantias muito claras de que não se está a negociar. Mais do que isso, não se vai negociar, na medida em que houve tempo, houve oportunidade de o fazer. Portanto, as pessoas envolvidas neste tipo de atos de corrupção tiveram seis meses de período de graça para devolverem os recursos que indevidamente retiraram do país. Quem não aproveitou esta oportunidade, todas as consequências que puderem advir daí são apenas da sua inteira responsabilidade. Esse período de graça terminou em dezembro de 2018. Estamos hoje em fevereiro de 2020. Portanto, pensamos ser bastante extemporânea a possibilidade de negociação. Para além de que, processos que estão em tribunal não são negociáveis fora do tribunal.
DW África: Os documentos divulgados foram bastante claros. O senhor quer ver Isabel dos Santos atrás das grades?
JLo: Eu prefiro nem responder a isso. É uma decisão da Justiça. Eu não sou juiz.
DW África: Isabel dos Santos disse considerar um regresso a Angola para concorrer à Presidência. O que é que acha disto?JLo: Nas próximas eleições, que ainda estão bastante distantes, nenhum candidato está no direito de escolher os seus adversários. Portanto, que apareçam os adversários que aparecerem. Não conheço mais ninguém que, nesta altura, dois anos antes, se tenha apresentado já como candidato. Porque, de facto, não é normal. Mas cada um é livre de expressar os seus desejos e as suas ambições.
DW África: Muitos dos documentos indicam que aquilo que aconteceu foi com o conhecimento, ou por vezes até ordem, do ex-Presidente. Por exemplo, decretos presidenciais para dar terras subvalorizadas a empresas de Isabel dos Santos. Porque não se investiga o ex-Presidente?
JLo: Tem de conhecer a nossa legislação.
DW África: O que quer dizer com isso?
JLo: Os antigos Presidentes gozam de imunidade durante pelo menos cinco anos.
DW África: Consideraria investigá-lo depois disso?
JLo: Quem abre os processos crime na Justiça não são os políticos. É a própria Justiça quem vai atrás de possíveis crimes. Portanto, todos aqueles que estão a contas com a Justiça que não pensem que é o poder político quem os empurrou para a Justiça. Os políticos têm a missão de traçar políticas que deixem aos órgãos de Justiça as mãos livres para poderem atuar dentro das suas competências. Portanto, não se pode pensar que é o Presidente da República quem mandou para tribunal A, B ou C. Nem teria tempo para isso. São muitos casos no país. Todos os dias, a Justiça, os tribunais aqui em Luanda, nas províncias, julgam e em alguns casos condenam casos de corrupção.
DW África: Mas alguns membros da oposição dizem que o sistema de Justiça não é tão independente como está a dizer. Dizem que é muito controlado pelo Governo. Qual é a sua resposta a isto?
JLo: Talvez fosse assim no passado. Hoje não. Hoje eles têm absoluta liberdade. Só isso justifica o facto de estar a haver "n” casos de julgamentos diversos, e particularmente nesta matéria da luta contra a corrupção. Se a Justiça fosse conduzida pelo poder político, o lógico seria o poder político proteger os seus. Proteger ministros e outras figuras com grandes responsabilidades na sociedade e no Governo em particular. Portanto, esta é a lógica. O que está a acontecer é precisamente o contrário, o que significa dizer que a Justiça tem as mão livres para atuar.
DW África: Ainda assim, pessoas como Isabel dos Santos dizem que é uma "caça às bruxas" por ganhos políticos. É o que a empresária afirma. Foi o que ela também disse e algumas pessoas com quem conversei aqui em Angola também têm a sensação de que alguns poderosos permanecem intocáveis. Um exemplo: o ex-vice-Presidente Manuel Vicente, acusado de pagar quase um milhão de euros de suborno a um procurador português. O senhor pessoalmente pressionou para que esse caso fosse transferido de Portugal para Angola, onde nada aconteceu desde então. Agora Manuel Vicente é basicamente seu conselheiro...
JLo: Ninguém pode dizer "eu não posso ser ouvido, ser constituído arguido, porque o meu vizinho também não foi." A Justiça não funciona assim. E se quer falar no caso Manuel Vicente, o que aconteceu é que nós pedimos, de facto, que o processo fosse transferido para Angola, e foi. E isso não significa absolvição. O caso está a ser tratado pela PGR, que há dias veio a público defender que quer o ex-Presidente da República, quer o ex-vice-presidente da República gozam de imunidade durante os primeiros cinco anos [após o mandado]. Daí o facto de eu ter dito há bocado que convém procurar conhecer um pouco a legislação angolana.
DW África: Talvez não tenha tentado, mas está a aconselhá-lo..
JLo: É falso. Eu não tenho esse senhor como meu conselheiro. Os meus conselheiros são conhecidos. Alguém acordou bem disposto e inventou isto. (...) Ele não é meu conselheiro para área nenhuma. O que se diz é que é meu conselheiro para o setor dos petróleos, mas isso é absolutamente falso. Não trabalha para mim, nem de forma remunerada, nem de forma gratuita. E há formas de se checar isso. Portanto, quem quiser checar tem a liberdade de o fazer. E há-de chegar à conclusão de que quem está a dizer a verdade sou eu. Aqueles que não queriam que o processo fosse transferido de Portugal para Angola é que inventaram esta mentira. Há quem não tivesse gostado da posição firme que Angola tomou no sentido de solicitar a transferência de Portugal para Angola. Mas, repito, a simples transferência de um processo de um país para o outro não constitui absolvição. Quem absolve são os tribunais. E que dizem se a pessoas cometeram crimes ou não cometeram crimes.
DW África: O senhor foi secretário-geral e ministro da Defesa também. Conheceu o ex-Presidente e trabalhou com ele durante um bom tempo. Porque não fez essas críticas durante aquele período?
JLo: Não, de facto eu trabalhei debaixo da orientação do Presidente José Eduardo dos Santos. Todos nós trabalhamos. Um Presidente que ficou quase 40 anos no poder. Ninguém pode dizer que não fazia parte do sistema. Todos nós fizemos parte do sistema. Mas quem está em melhores condições de corrigir o que está mal e melhorar o que está bem são precisamente aqueles que conhecem o sistema por dentro. Isso foi assim em todas as revoluções, se assim quisermos chamar.
Quem fez as grandes mudanças não são pessoas de fora, são as que conhecem o sistema. Quem fez as reformas na Rússia foram os russos; quem fez as reformas na China foram os chineses. Quem fez as reformas em todos os países da antiga Europa do leste foram os povos e políticos desses países. Os de fora começam por conhecer mal a realidade dos países e dos povos. Isso é assim em todo o mundo, quem fez a Revolução dos Cravos em Portugal foram os portugueses e aqueles que eram do regime de Marcelo Caetano.
É evidente que as oposições gostariam muito que fossem elas a fazer essas grandes reformas e transformações na sociedade, mas, no caso de Angola, não é assim que está a acontecer. Somos nós, do partido que sempre governou o país, que estamos a fazer as reformas que eram absolutamente necessárias que fossem feitas.
DW África: Disse que faz parte do sistema há muito tempo. Então, deve ter percebido que é um sistema bastante corrupto e é isso que os documentos [do "Luanda Leaks"] mostram.
JLo: Mas é precisamente pelo facto de eu ter assistido ao longo desses anos a esses níveis de corrupção, e por não concordar que a situação continuasse, é que hoje estamos a combater aquilo que vimos ao longo de décadas. Talvez fosse cómodo para nós deixar que a coisa continuasse como era antes. Mas seria correto? Seria em benefício do povo? Hoje temos a oportunidade de mudar esse estado das coisas, pensamos que é o momento de fazê-lo, Sabemos que é preciso muita coragem. Encontramos alguma resistência. Preferimos lutar contra ela do que nos acomodarmos e deixar que as coisas continuem como antes.
DW África: Algumas pessoas nos meios de comunicação social já lhe deram as alcunha de "exterminador" devido à sua dura postura contra a corrupção. Gosta desta alcunha?
JLo: Não, não gosto. Eu não estou a fazer mais do que deve ser feito, e é preciso que fique claro que os louros do combate contra a corrupção não devem recair apenas sobre o Presidente da República. Não seria justo que assim fosse. Os louros devem recair sobre todas as pessoas e instituições que se encontram em posições, das mais variadas possíveis, e que contribuem para que a luta contra a corrupção tenha sucesso, que em muito curto espaço de tempo estamos a ver que começa a ter. Estou-me a referir também a pessoas e a instituições que, antes de 2017, de forma muito corajosa, apontaram o dedo a práticas muito nefastas que prejudicaram o nosso Estado e o nosso povo de forma significativa. E até algumas pessoas foram parar nà prisão. Estou a referir-me a grupo de ativistas, jornalistas e fazedores de opinião que, de forma muito corajosa, enfrentaram o poder naquela altura. E o reconhecimento da sociedade a essas pessoas e instituições já chegou. Não podemos condecorar todos, mas, em nome dos outros, condecoramos ao menos um - estou-me a referir a Rafael Marques. 


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sábado, 25 de janeiro de 2020

Na Lavra do Pai dele Isabel Dos Santos

Isabel dos Santos teria corrido para Lisboa na quinta-feira para uma visita instantânea.
25.01.2020, AnaNgolaInfos 

 A mulher mais rica da África, que roubou dinheiro dos angolanos, que também tem cidadania portuguesa, aparentemente está tentando salvar o que ainda pode ser salvo lá.

AnaNgolaInfos 

Isabel Dos Santos

ISABEL DOS SANTOS

Wirtschaftskrimi um Afrikas reichste Frau geht weiter

VON AnaNgolaInfos 
 - 22:20

Isabel Dos Santos
Zu einem Blitzbesuch eilte Isabel dos Santos am Donnerstag angeblich nach Lissabon. Die reichste Frau Afrikas, die auch die portugiesische Staatsangehörigkeit besitzt, versucht dort offenbar zu retten, was noch zu retten ist. Die gegen sie erhobenen Anschuldigungen seien „äußerst irreführend und unwahr“, teilte sie mit. Zur gleichen Zeit traf sich in Lissabon der angolanische Generalstaatsanwalt mit seinem portugiesischen Kollegen, um die weiteren Ermittlungen gegen die angolanische Milliardärin zu koordinieren. Die angolanische Justiz wirft der Tochter des jahrzehntelang herrschenden Präsidenten José Eduardo dos Santos vor, sich illegal bereichert zu haben und fordert von ihr 1,1 Milliarden Dollar zurück. Nun brachten die „Luanda Leaks“, Dokumente, die einem Journalistenkonsortium zugespielt wurden, neue Einzelheiten über ihr Geschäftsgebaren ans Tageslicht.
Nachdem der angolanische Generalstaatsanwalt am Mittwoch formell Ermittlungsverfahren wegen Geldwäsche und Veruntreuung gegen Isabel dos Santos und drei weitere Portugiesen eröffnet hatte, überstürzten die Ereignisse: Einer der Beschuldigten wurde in der Garage seines Wohnhauses in Lissabon tot aufgefunden. Erste Hinweise deuten auf einen Selbstmord hin, doch die Ermittler schließen angeblich auch einen Mord nicht aus. Der 45 Jahre alte Bankier war der Leiter des Privatkundengeschäfts der portugiesischen EuroBic-Bank, an der Isabela dos Santos, bisher über zwei Holdings 42,5 Prozent der Anteile hielt. Er hatte zudem bei dem Geldinstitut auch ihr Konto geführt: Laut Presseberichten waren von dort Ende 2017 etwa 52 Millionen Euro auf ein Offshore-Konto überwiesen worden – kurz zuvor hatte die Regierung des neuen angolanischen Präsidenten João Lourenço sie als Chefin der staatlichen angolanischen Ölgesellschaft Sonangol abgesetzt.

Europaabgeordnete: „Blind“ gegenüber dos Santos gewesen

Nun könnte von ihren portugiesischen Beteiligungen wenig übrig bleiben. Der EuroBic-Vorstandsvorsitzende, der einstige portugiesische Finanzminister Teixeira dos Santos, kündigte schon die Trennung von der bisherigen Hauptaktionärin an. Danach trat Isabela dos Santos auch bei zwei weiteren Unternehmen, an denen sie beteiligt ist, den Rückzug an. Zunächst zogen sich drei Portugiesen aus dem Verwaltungsrat des portugiesischen Telekommunikationsunternehmens NOS zurück, die als Vertraute von Isabel dos Santos gelten und die sie selbst ernannt hatte: Gegen Paula Oliveira und Mário Leite da Silva ermitteln die angolanischen Justizbehörden. Auch ihr Anwalt Jorge Brito Pereira zog sich aus dem Gremium zurück.
Am Freitag kündigte die angolanische Geschäftsfrau dann an, ihre Mehrheitsbeteiligung am größten portugiesischen Elektrounternehmen „Efacec Power Solutions“ aufzugeben. Mário Leite da Silva trat als Vorsitzender des Verwaltungsrats zurück. Indirekt ist sie auch am Energieversorger Galp beteiligt.
In Portugal hat die Marktaufsichtsbehörde CMVM bei NOS und Galp mit eigenen Ermittlungen begonnen. Die frühere portugiesische Europaabgeordnete Ana Gomes hatte schon seit längerer Zeit vergeblich darauf gedrängt. Sie warf der Zentralbank und der CMVM vor, gegenüber Isabela dos Santos „blind“ gewesen zu sein und sich eher wie Komplizen verhalten zu haben. Vor wenigen Tagen scheiterten die Anwälte der Geschäftsfrau vor Gericht, als sie der Politikerin untersagen wollten, gegenüber ihrer Klientin den Vorwurf der „Geldwäsche“ zu wiederholen.
Quelle: F.A.Z.



AnaNgolaInfos

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